segunda-feira, 1 de junho de 2009

Flibusteiros dos números

Dados estatísticos, normalmente, são facilmente deturpados. A conclusão que se tira deles, então, nem se fala. Quando estas ilações absurdas estão escritas, fácil fica verificar os dados, procurar as fontes, rever tudo e encontrar onde nasceu a baboseira. Porém, quando falada, dificilmente há reação. Como geralmente quem assiste a programas televisivos já não tem capacidade crítica nem para o que está escrito, imaginemos o que ocorre quando recebe o estultilóquio via tubo de imagem. Aceita com alegria toda a avalanche de mentiras.

Isto vem ocorrendo com freqüência quando são expostas reportagens sobre a pirataria. Os cálculos são feitos da seguinte forma: calcula-se que aproximadamente um milhão de discos de um determinado músico foi vendido pelas ruas em cópias piratas, por exemplo. Se cada disco custa 100 reais, o raciocínio é tão lógico que até impressiona. Deixou-se de vender 100 milhões de reais em discos daquele cantor...

Certa vez, assistindo ao programa Globo Repórter, em uma emissora que preza pela qualidade de suas produções jornalísticas, deparei-me com a descrição do que ocorre com a pirataria de camisas de clubes de futebol. O raciocínio foi o mesmo. Multiplicou-se o número de camisas vendidas nos camelôs (estimado, naturalmente) pelo valor das mesmas nas lojas oficiais dos clubes e... eureka! Os números eram astronômicos.

Nem passa pela cabeça destes matemáticos de intelecção duvidosa, que o assalariado, quando receber os seus 450 reais, dificilmente pagará 120 ou 150 por uma camisa de um clube de futebol, por mais apaixonado que ele seja. Ele compra a sua, e para os seus dois pimpolhos, lá no camelô, por uns 15 ou 20 reais cada. Adquirir as três pelo preço da loja consumiria todo o seu estipêndio. A linha de raciocínio é falha, absurda, e não tem nenhuma relação direta com a realidade social e econômica da população. Ou seja, o fato de uma pessoa adquirir um produto “pirateado” não gera a conseqüência de, no caso da falta deste produto neste meio, ele necessariamente o obteria pagando um preço muito mais elevado.

Lamenta-se esta manipulação dos números, com intenção de induzir pessoas pouco ou nada preparadas para analisá-los de forma adequada e correta, mas compreende-se perfeitamente o uso continuado deste expediente por parte dos meios de comunicação, que organizam e transmitem as suas notícias geralmente de forma viciosa, ora como vetor para interesses maiores, ora por completa falta de conhecimento compreensão de fatos, números e princípios lógicos.

Para o leitor aprofundar-se no assunto, sugiro “Como Ler Jornais”, de Janer Cristaldo. Disponível gratuitamente na Internet.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A vida e seus valores

Retorno ao assunto com uma pergunta cobrindo uma situação hipotética: existem dois barcos no oceano, cada qual com vinte passageiros. Tem início uma tempestade, e os dois barcos agora estão a pique, vão afundar de qualquer maneira. Somente uma embarcação nas proximidades pode prestar socorro, mas só tem tempo para cobrir a distância até um destes barcos. O primeiro barco afundando está ocupado por pessoas comuns, e o segundo barco tem vinte cientistas e pessoal de apoio, cujo objetivo ao chegar ao seu destino é elaborar um medicamento que salvará milhares de pessoas da morte, devido a uma epidemia no local de destino. E então, leitor, você é o capitão do barco que realizará o salvamento. Para onde você vai se dirigir?

Este é um exercício desagradável, mexe com os princípios básicos que regem a nossa ética e, conseqüentemente, o nosso comportamento. Comumente é chamado de “paradoxo moral”. Por este resumido exemplo, percebemos que algumas vidas, em certas ocasiões, podem ter mais valor que outras. Mas eu vou continuar com o raciocínio.

Levando em consideração que o leitor, naturalmente, dirigiu-se ao barco com os cientistas, mesmo não tendo a menor relação com o destino deles, recebe agora uma nova mensagem, de que no barco das pessoas “comuns” estão não somente o seu pai e a sua mãe, mas seus irmãos e seu amados filhos. E agora, o que fazer? É inegável que os seus são-lhe muito mais caros do que os desconhecidos do destino supracitado, e há uma possibilidade considerável de que, após a segunda mensagem, você mude o rumo do seu barco. Um Capitão indeciso. Levado de um lado para o outro tentando concluir qual seria a atitude correta frente a este paradoxo: qual vida vale mais do que a outra?

Casos filosóficos acabam derramados sobre o mundo jurídico. Sabido é que é lícito matar em legítima defesa. Neste caso, se todas as vidas têm o mesmo valor, porque torna-se tão atenuante valorizar a vida da vítima e desvalorizar a tal ponto a vida do agressor que ela pode simplesmente ser suprimida? Porque ela, ora, não vale nada.

A ética pessoal pode, e geralmente ocorre, refletir-se na moral social. Comparando os termos, a sociedade costuma atuar com atua uma pessoa, mas obviamente de forma muito mais complexa. A sociedade, globalmente, tem lá os seus paradoxos, e pensa, analisa e decide de acordo com os seus padrões morais, aí incluídos os religiosos. A sociedade brasileira, com uma forte influência católica apostólica romana, tende a sentir compaixão até do mais vil, do mais torpe dos criminosos. A vida dos cruéis assassinos, dos monstros que agridem e decepam vidas inocentes, são consideradas de forma geral como de valor idêntico à do trabalhador honesto, daqueles que contribuem para todo o conjunto social.

Subjetivamente, creio que vidas valem muito, outras valem pouco, e tantas outras não valem nada. Poupar o próximo pode ser o nosso próprio sacrifício, ou, como afirma a frase atribuída a São Tomás de Aquino, “se poupardes os lobos haverás de sacrificar as ovelhas”. Colocar todas as vidas no mesmo patamar, com o mesmo valor, é um pensamento carregado de vícios intrínsecos, gera danos sociais mórbidos, é uma contradição filosófica e um pensamento que não resiste à aplicação da mais simplória das análises, como a descrita acima.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Hecatombe

A capa da edição 2055 da Revista Isto É, de ampla circulação nacional, estampou a Sra. Eliana Tranchesi, então condenada a 94 anos de prisão pelos crimes de importação fraudolenta, falsidade ideológica e formação de quadrilha (Isto É). Condenada em primeira instância, teria sonegado impostos cujo montante chegaria a 10 milhões de reais, segundo estimativa do Ministério Público (Época – Negócios).

O periódico questionou em todo o teor da matéria o que considerou um exagero, e teve voz de peso nesta defesa, no caso a do jurista Hélio Bicudo, para quem “Isto é uma excrescência (...) o direito penal brasileiro está dando muito mais importância ao problema financeiro do que à vida”. Inflamada pela sugestão, na seção de cartas da edição seguinte, uma leitora externou-se indignada, questionando se um desvio de dinheiro vale mais do que uma vida. Eu respondo: depende.

Dependo do desvio e depende da vida.

Quando é desviada uma grande soma de dinheiro, é importante lembrar que, uma vez suprimida esta quantia, ela veio de algum lugar, e certamente teria um destino. Quando um político desvia, digamos, 10 milhões do erário, ele não está simplesmente roubando dinheiro, ele está impedindo que este dinheiro chegue ao hospital, à escola, à polícia, à pavimentação da rua, ou seja lá qual for o destino. Qual falta faz a soma de 10 milhões em um hospital? Quantas pessoas morrem por falta de médicos, carência de equipamentos, de medicamentos, devido ao desvio prévio dos recursos que neste objetivo seriam utilizados? E quanto às mortes nas rodovias, as causadas por deficiência no saneamento básico de uma cidade, e tantas mais?

Na minha opinião, quem desvia dinheiro público, aos montes, não mata uma pessoa. Ele é um genocida, um “serial killer”, vetor ativo de um massacre cuja escala é incalculável, e ao qual nós já nos acostumamos. Pela desgraça que semeia e pela consciência plena sobre o ato, mereceria não noventa, mas novecentos anos ardendo sob a pena mais cruel, que seria ainda assim mínima frente à hediondez deste tipo ignominioso de crime. Não cabe perdão, não cabem atenuantes.

Têm-se pena, acredita-se no exagero, até o dia em que um filho seu, à beira da morte, em uma cama de hospital, precisar de uma injeção para viver. Alguém sussurra então no seu ouvido: não há volta, ele vai morrer, porque o dinheiro deste medicamento foi roubado por este senhor aqui da foto. Então, aí, você não vai pensar em exageros. Vai querer que ele pague, pelo menos pela morte do seu filho. Aqueles três ou quatro anos que a lei determina. Assim como os outros, você vai querer a justiça rápida, impiedosa e eficiente. Mas aí, caro leitor, é a vida do seu filho, que vale muito mais do que a vida de toda aquela chusma que aparecia morrendo aos montes nas reportagens de telejornal. Ou seja, a vida tem lá o seu peso diferenciado, assim como o aqui específico crime de desvio de dinheiro público. Quanto ao dinheiro, creio que já me externei o suficiente. Quanto ao valor da vida, darei seqüência na próxima postagem.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Inclusão digital

Tornou-se lugar comum no discurso político e social o termo “inclusão digital”, comumente descrito como “a democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação” (Ricardo de Holanda Janesch, Revista Âmbito Jurídico, apud. IBICT). Dentre outros, mas principalmente, o escopo desta filosofia seria possibilitar à toda a sociedade o acesso a informações disponíveis na Internet, e assim produzir e disseminar conhecimento. Este longo trecho final aparece em mais de 116 mil páginas na Internet, ou seja, pelo menos para disseminar a demagogia o instrumento já está servindo.

Creio que a inclusão digital não passa de uma amplificação da bestialidade humana. Tenho conta no provedor UOL, que me dá acesso a várias possibilidades além da conta de e-mail, como acesso a vários dicionários. E é o que eu mais uso. Houaiss, que é restrito, além do Babylon, que me abre um leque de possibilidades de tradução, a Folha Online, entre outras obras em várias áreas. Quando acesso este provedor via “Google”, o link UOL aparece com subtítulos que são os links mais acessados. Lá está a biblioteca? Não. Os mais procurados são Sexo UOL, Bate-papo, Horóscopo, UOL jogos, Futebol, UOL televisão... nada de novo no front. Tento encurtar caminho, digitado “uol bib”, mas o programa me corrige: “você quis dizer: uol bbb”, e os resultados do dislate explodem lista abaixo. Para encontrar a biblioteca tenho que escarafunchar dentro da página.

A Internet não vai, jamais, produzir ou disseminar conhecimento entre ignaros, fazendo-se mais um veículo passa espalhar estultices. Visitando a biblioteca do SESC em Florianópolis, depara-se com prateleiras preenchidas com boas obras, e também periódicos e outras boas oportunidades de leitura. Logo na entrada, há uma dezena de computadores para pesquisa, pelo menos a princípio. Sempre que desço à biblioteca, o panorama é quase sempre o mesmo: mesas vazias, computadores lotados. Pesquisas? Não, todos abertos em salas de bate-papo, principalmente no ambiente do orkut.

Ninguém me convence do contrário. Quem lia revistas de fofocas, vai procurar fofoca na rede. Um homem com libido descontrolada? Não há porque. Na Internet as páginas mais visitadas são as pornôs. A Internet só dá acesso à cultura para quem já se interessa por cultura. Quem antes lia jornais, na Internet atualiza-se. Quem desperdiçava o tempo com futilidades... encontrou um prato cheio e repleto de opções.

A inclusão digital tem duas faces bem distintas: num lado, as opções de serviço, o encontro quase instantâneo das informações, um universo de progresso e instrução. Do outro lado, o lado bem mais vasto, está a grande maioria, no desperdício de tempo, uma juventude cada mais obesa e escrevendo menos e pior, com leitura cada vez mais minguada e sérias dificuldades de relacionamento social.

O estado, antes de incentivar o uso de um meio de comunicação, deveria preocupar-se em instruir seus jovens na procura da melhor informação, da edificação pessoal, da formação da personalidade e ao estímulo da produtividade intelectual, entre outros inúmeros requisitos importantes para a formação desta mancebia que está perdida, reforçando nos bancos escolares conceitos de vida comunitária e social, economia doméstica, equilíbrio psíquico, e não simplesmente atirá-los em um mundo virtual onde, sem estes conceitos, acabam se perdendo na puerilidade, na ignorância, na futilidade, no insulamento e no mais completo desperdício de tempo e de vida.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ditabranda

Há uma movimentação nos meios intelectuais e jornalísticos com base em uma celeuma que envolve um dos meios de comunicação com maior influência do Brasil, o jornal “Folha de São Paulo”. No dia 17 de fevereiro, o editorial deste periódico utilizou o termo “ditabranda” como eufemismo para o período ditatorial compreendido entre 1964 e 1985, quando os militares comandaram política e economicamente a nação.

Baseado em quê o termo? Na comparação. Esta gerou a primeira reação furiosa e ganhou espaço nos jornais, blogs e outros meios de opinião. Como comparar uma desgraça com outra maior? Qual o valor comparativo entre o sofrimento de um brasileiro sob tortura aqui, dez argentinos sob tortura ali, e milhares de russos lá adiante? De fato, não há meios de comparação. A não ser os estatísticos. Mas aí...

A estatística é um perigo por si só. Chamberlain dizia que existiam três tipos de mentira: a mentira, a mentira deslavada e a estatística. Li um autor (Leo Huberman) que utilizava estatísticas do período revolucionário industrial, atacando-as por serem mentirosas e diminuírem a dimensão do drama vivido pela oprimida massa dos trabalhadores nas fábricas. No mesmo livro utiliza com fonte estatística segura, pasmem, os planos qüinqüenais do governo russo (o livro foi editado no final década de trinta).

Estas variações são uma complicação. Ouvi na televisão uma senhora bastante indignada, com toda a razão, descrevendo os horrores que passou sob tortura, e que jamais esquecerá os gritos dos outros torturados. Todos os perseguidos, os torturados, seus familiares e dos mortos e desaparecidos, todos têm razão. Mas há um detalhe.

O detalhe é que, normalmente, as pessoas que mais combatem este ponto de vista, meramente comparativo e puramente estatístico, são pessoas que defendiam à época um regime também totalitário, costumeiramente arbitrário e fortemente militarista, assassino, torturador e muito mais censor, que ceifou a vida de cem milhões de seres humamos em menos de um século. Regime cujo farol tinha como líder um homem de aço que apregoava: “uma morte é um drama, milhares de mortes são uma estatística”. E aí caímos numa roda viva de debates que não encontrarão solução alguma. Foram torurados, de forma geral, pessoas que, caso estivessem com o seu poder ideológico posto em prática, estariam aprovando a tortura, a perseguição, a deportação e a morte dos “contra-revolucionários”.

Neste aspecto, concordo com o jornalista Alexandre Inagaki, para quem esta celeuma somente estaria fomentando uma discussão entre direitistas e esquerdistas. Digo mais: nasce de uma ação básica do ser humano diante de fatos e de comportamentos, qual seja, a simples comparação. Comparamos ex-namorados, professores, jogadores de futebol, e tudo o que nos aparece. Porém, é interessante e construtivo no campo individual, mas perigoso e muitas vezes ofensivo quando relaciona publicamente assuntos complexos e tão delicados como este em pauta.
De fato, esta discussão acaba sendo levada à cabo no meio acadêmico, jornalístico e intelectual, torna-se público, mas termina em mera retórica discutida sobre uma montanha de cadáveres e perseguidos que, como suas famílias, muito sofreram e carregam as chagas incuráveis da dor que suportaram ou ainda suportam.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Tua culpa, tua máxima

Assisto pasmo à vulgarização da maior parvoíce que já me tocou os ouvidos nos últimos anos. Trata-se da criminalização de todo o tecido social pelos infortúnios que acometem... a própria sociedade. Soa ridículo, é uma pilhéria das mais grotescas e de mau gosto, mas está aí, nos meios de comunicação e nas ruas, e cada um está assumindo, de forma submissa, a sua parcela de culpa. Isto, a culpa.

Pois que os governantes, comumente, vêm a público declarar, diante de más notícias propagadas em quaisquer meios (principalmente no que tange à violência urbana), que “a culpa é da sociedade”. Para a resolver o problema, são mais pragmáticos e incisivos: “a solução do problema é um assunto que deve ser amplamente debatido pela sociedade como um todo”. E empurre à sociedade goela abaixo tudo o que não se faz.

E deveria ser feito. Deputados, senadores, todos os governantes, recebem polpudos estipêndios, têm suas regalias, e, afinal de contas, têm a responsabilidade moral e constitucional de resolver os problemas que acometem a sociedade. De forma geral (bastante geral, diga-se), não se dedicam muito à função pela qual recebem as suas infinitas moedas, e costumam dedicar-se ao roubo, aos desvios de conduta e de ética, agem de forma mesquinha, usam o bem público para uso pessoal, pouco comparecem ao plenário, permutam favores, quase sempre de forma ilícita, trocam de partido, de ideologia, de cara.
Estes são os pobres inocentes que, no atributo das suas funções, entre outras besteiras, declaram que a culpa das mazelas que infestam pindorama recaem sobre a sociedade, sobre o povo, sobre você.

Sim. Você, leitor, trabalha, paga os seus impostos, suas taxas, sua parcela em tudo o que é social. Você, que tem a função de trabalhar, receber a troca pela sua árdua produção paga em dinheiro, que é imediatamente gasto com seu cônjuge, seus filhos, e todas as suas prioridades domésticas, sim, você mesmo, agora é o culpado pela podridão que vos assola. Muito se fala em inversões. De valores, de conceitos. Esta inversão, a de culpa, é o maior descalabro que tenho visto e ouvido, um sofisma agressivo e mentiroso, onde os responsáveis omitem-se da sua obrigação e a jogam no colo da sociedade que, por sinal, não é pessoa física nem tampouco jurídica.
O que fazer então? Já que o criminoso ali da esquina é uma “vítima da sociedade” e esta é a verdadeira culpada, o que fazer com ele? Prendê-lo? Este é o ponto máximo da solércia: não há culpados. A culpa é distribuída, cada um tem a sua pequena parcela, ninguém paga por nada e fica tudo por isso mesmo. Como, aliás, tem ficado. Todos são vítimas e culpados ao mesmo tempo, e esta é a pérola jurídica criada pelos nossos governantes. A solução? Vire-se você. Afinal, a sociedade é que deve dá-la.

Para quem concorda com estas asserções estúpidas, faço uma sugestão: vá até a delegacia mais próxima, entregue-se ao delegado e passe o resto da vida no cárcere. Eu vou voltar ao meu trabalho honesto e pagar os meus impostos, contribuindo desta forma à sociedade com o que me é de dever, e cuidar da minha família, que é a minha responsabilidade, por mim assumida.